O campeonato acabou?

Na práica, ainda não. Mesmo com grande vantagem de Vettel sobre os demais, mas é só uma questão de tempo.
Vetel já não precisa de nenhum pódio para ser campeão, isso se seu companheiro de equipe Mark Webber vencer todas.
Ora! A Red Bull pode quebrar, Vettel pode zerar uma ou duas corridas e aí passa a ter uma possibilidade!
É verdade! Mas mesmo com possíveis quebras – lembremos que o mesmo pode ocorrer com seus oponentes – a situação ainda é deveras confortável para o alemãozinho. O tempo conta a seu favor daqui para o final do campeonato.

Le Mans On Board


Dois excelentes vídeos mostrando uma volta em Le Mans. No primeiro uma volta à noite. No segundo o piloto descreve cada trecho da pista.

Mudanças a vista

Depois de um GP de Monaco com ultrapassagnes – graças a mágica da asa móvel+ kers + pneus -, um GP do Canadá que bateu o recorde de duração de uma corrida de F1 do tempo que se corria em Indianápolis, onde teve chuva, seco, shuva, dilúvio, corrida interrompida e o líder do campeonato perdendo posição na volta final e mesmo assim abrindo 60 pontos do segundo colcado, a FIA se viu na situação em que teria que fazer alguma coisa para dar graça ao campeonato. E fez.

Decobriu-se que a Red Bull mudava o mapeamento do motor entre a classificação e a corrida – algo que não era proíbido pelo regulamento -, além de usar difusor aquecido, peça da qual esta equipe tirava mais vantagem entre as outras. O que fez a FIA? Proibiu tanto um quanto o outro.

O que tende a acontecer é, que daqui para diante, a Red Bull perca alguma vantagem para as demais – ninguém sabe o quanto isso vai impactar -, mas a idéia da FIA é de inverter a corrida de gato e rato, fazer com que a Red Bull corra por trás, para perder a gordura dos 60 pontos que Vettel tem para o segundo colocado, dando alguma graça nas corridas finais campeonato.

Ah! Vai ser bom para o campeonato então! Vai haver disputa pelo título nas corridas finasi” É verdade! Mas está se rasgando o regulamento no meio do campeonato e fazendo um outro em nome da competitividade.

A pergunta que fica é: será que se fossem os vermelhos que estivessem na frente, a regra seria alterada?

Porsche 911 em SPA

Aula de pilotagem…

Impressões da Catalunha

Para início de conversa, as corridas da Espanha – Circuit da Catalunha -, Mônaco e Hungaroging, são absolutamente para constar. Circuitos em que se corre para cumprir contratos, garantir o dindin e interesses das partes. Porque corrida, esqueça! Ninguém passa ninguém nestas pistas. Em Budapeste, com a extensão da reta principal até que passa, mas o restante da pista é um kartódromo, extremamente estenuante para os pilotos e sem graça para quem assiste.

Não foi diferente desta vez. Eles têm que explodir aquela pista e criar outra completamente diferente. É muito boa para testes. Tem curvas de alta, média e baixa velocidades, mas é impossível ultrapassar exatamente pela falta de um longo trecho de reta precedido de uma curva de baixa velocidade – o retão principal é precedido por uma curva de altíssima velocidade que requer muito downforce, o que gera turbulência no carro que vem atrás, fazendo com que, mesmo com a introdução da chicane anterior a esta curva, seja impossível fazê-la colado no carro da frente, aí não teve KERS nem DRS que salvasse a lavoura. Ninguém passou ninguém. E olhe que o Hamilton é o cara! Extremamente arrojado, mas a pista não deixou.

Falando em pilotos, Hamilton merecia sorte melhor. A McLaren teve um bom desempenho, apesar das RBR sobrarem. Vettel aproveitou para aumentar a diferença. Se seus oponentes não começaraem a ganhar corridas, vai ficar bem fácil para o Alemãozinho, que tá fazendo o dever de casa direitinho.

Alonso com a Ferrari chegou a liderar, esperava-se boa coisa, mas com pneus duros, os carros de Maranello simplesmente se arrastaram na pista. Uma lástima! Há anos não poderiamos esperar um papel de coadjuvante – é o que está acontecendo até agora nesta temporada – dos vermelhos. O que comprova a falta de eficiência da equipe. Quando tinha dinheiro para queimar, horas ilimtadas de testes eram de ponta. Agora que há limites…

Massa foi lastimável. É notável a diferença entre o que Alonso consegue fazer com o mesmo carro que ele. Foi simplesmente lastimável.

Webber é outro que nasceu para ser segundo piloto. Chegar em quarto com o mesmo carro que Vettel é uma piada. Não poderia de jeito nenhum ter sido campeão da última temporada. Teria sido uma catástrofe.

Button também, apesar de bom piloto, fez apenas o dever de casa, nada demais comparado a Hamilton.

Schummy já apresenta bons resultados. Só falta o carro melhorar, e está melhorando, mas ainda falta muito para chegar nas Red Bulls e McLaren.

As Renult também apresentam bom rendimento ali pelo meio. Fico na dúvida de quem vai sair para a volta de Kubica ano que vem, pois ambos estão tendo bons resultados. Creio que saia o Petrov, pela menor experiência.

A Sauber tem dois excelentes pilotos Koba Fenômeno e Sérgio Peres vem fazendo o que podem com o carro.

A Lotus também vem fazendo boa figura como a melhor das últimas, já fala em beliscar pontos. Algo bastante factível, se considerarmos a crescente da equipe.

Próximo fim de semana tem outra bela perda de tempo: GP de Mônaco. Fora ver a beleza dos carros e da cidade de Monte Carlo com seus principes e princesas, vai ser aquela procissão de belos e velozes carros. Ultrapassagem só nos boxes, e olhe lá!

Recomeçou – Agora pra valer

Depois de um longo e tenebroso inverno sem ouvir sequer um ronco de motor, depois de todos os treinos que só nos fazem aumentar a ansiedade de ver os novos carros e pilotos em ação para valer, recomeçou.

A temporada 2011 da F1, recomeçou no fim de semana que passou em Melbourne, com muita expectativa. Será que a Ferraria vem forte? A Red Bull está realmente no topo? Alguém estava escondendo o jogo? Alguma surpresa ou decepção?

Como corrida, a primeira do ano na Austrália simplesemente decepcionou. Vettel com sua Red Bull saiu na frente, abriu uma vantagem confortável e venceu de ponta a ponta. Parecia a Wiliams de 92, guardadas as devidas proporções.

A McLaren até que está competitiva, apesar de ainda ter que baixar tempo para brigar com as Red Bulls, mas da Ferrari para baixo, precisam trabalhar duro para melhorar…

A asa móvel não fez efeito. O circuito não tinha retas longas o suficiente para que a mesa gerasse uma vantagem considerável. O KERS não foi utlizado pela melhor equipe. A não ser que alguém revolucione o uso de tal equipamento, tende a não ser mais usado. As tão divulgadas múltiplas paradas, que dariam mais dinamismo à corrida simplesmente não ocorreram. Resumindo: a corrida foi bem monótona.

Massa parece estar sofrendo da síndrome do pânico espanhola. Parece que tem medo de Alonso. Foi simplesemente decepcionante.

Petrov fez uma corrida consistente, perfeita, trazendo sua Renault ao pódio.

Hamilton também fez seu dever de casa ao conseguir trazer o segundo lugar.

Barrichello, com as desculpas de sempre, fez as barbeiragens de sempre. Acho que ele precisa de uma plaquinha “Freie aqui”, como foi sugerida pelo Couthard, uma vez que ele errou feio a freada em Nuburgring.

A próxima corrida no Tilke Track malaio deverá dar o mesmo sono de sempre. Tudo indica um novo passeio do jovem alemão…

Depois de um longo e tenebroso inverno…

Tem gente que gosta tanto de automobilismo que fica procurando notícias sobre qualquer coisa – seja rally, categorias menores de monopostos, moto, turismo -, para manter viva sua paixão. Quem gosta de automobilismo fica órfão no período de novembro a março, que é o longo período de descanso da Fórmula 1 que, apesar de ter aí um mês de pré-temporada, ainda deixa um monte de interrogações do que vai acontecer quando for “na vera” para a primeira corrida do ano.

A temporada deste ano, pelo que aconteceu nos testes de pré- temporada, parece que vai ser interessante. A Red Bull, última campeã, está no topo, com a Ferrari também forte, ficando bem próximo desta. A terceira equipe parece ser a Mercedes, que foi muito bem nos últimos testes de Barcelona, ficando a McLaren como provável decepção. Há queijas dos próprios pilotos da equipe de falta de downforce no carro, que não vem conseguindo bons resultados na pista. Esperava-se uma melhora com o adiamento do início da temporada, que seria no Bahrein e foi adiado para a Austrália, no próximo 27 de março, mas os resultados aparentemente não vieram.

A Williams, parece ter um bom carro, não o suficiente para chegar a vitórias, talvez belique alguns pódiuns, mas para isso, creio que dependa de alguns abandonos.

A Sauber parece também ter feito um bom carro e vai brigar com a Williams, Toro Rosso, Renault, talvez a Lotus pelo bloco intermediário. Nos últimos treinos chegou a fazer o melhor tempo em Barcelona, sendo posteriormente superada pela Red Bull.

A grande interrogação da temporada é como vão se comportar os carros durante uma corrida de 310Km com os novos compostos da Pireli. Os testes apontam um desgaste excessivo, o que levará a uma quantidade maior de pit stops, o que pode gerar uma maior alternância nas posições. Uma outra consequência apontada pelos pilotos do desgaste excessivo de pneus é a sujeira na pista, o que segundo os pilotos, dificulta enormemente ultrapassagens, uma vez que andando na sujeira o carro perde aderência, podendo causar um acidente.

A grande inovação vai ser a questão das asas traseiras móveis, sem contar com o retorno do Kers. Inventaram essas artificialidades com o propósito de aumentar as ultrapassagens. Mas, isso tira da mão do piloto a capacidade de retardar uma freada, jogar do lado e fazer uma bela ultrapassagem. Parece que as coisas ficam fáceis demais – basta apertar um botão, quer dizer, mais um dentre tantos outros no volante do F1 -. Nesse ponto eles deveriam tomar medidas para dar mais estabilidade mecânica ao carro, tirando a necessidade de tanta aerodinâmica o que gera a tal turbulência na saida do vácuo do carro que se deseja ultrapassar, que é a inimiga número um das ultrapassagens atualmente.

Diante de tudo que aconteceu na pré-temporada cabe-nos aguardar boas brigas e uma temporada emocionante mas, como tem ocorrido ultimamente, sem brasileiros na disputa pelo topo.

Esperemos por 27 de março…

Habemos Campeon

Treino é treino, corrida é corrida… Tudo pode acontecer, mas a tendência é que Alonso seja campeão se segurando em terceiro, sem arriscar… Webber perdeu o título na classificação…

Muito foi dito pelos especialistas – especialistas mesmo, refiro-me aos melhores profissionais da imprensa esportiva especializada em F1 -, mas, como sempre, o que aconetece é, em geral, diferente das previsões. É verdade que às vezes bate, devido à monotonia das corridas e falta de alternativas, devido às deficiências dos atuais autódromos e do sério problema de aerodinâmica que causa turbulência nos carros, impedindo que os pilotos arrisquem mais, mas no frigir dos ovos – e esta foi uma situação em que os ovos frigiam ao extremo -, a coisa é bem diferente, existe um sem número de variáveis que podem influenciar no resultado.

O próprio que lhes fala, que não se encaixa neste rol de especialistas, muito longe disso, acreditava num título fácil para Alonso. Ele largava numa posição que lhe daria o título independente do resultado dos demais. E sendo as corridas de F1 monótonas, sem muita movimentação nas posições, tudo indicaria um título fácil para o Espanhol se segurando na mesma posição que largou.

A corrida foi chata, num belíssimo circuito – do ponto de vista visual, plástico – mas extremamente monótono, não tem nenhum desafio, não diferencia os melhores dos pilotos medianos, e traduz-se em uma corrida totalmente sem graça.

Webber, um piloto que até então não tinha demnostrado ser tão forte assim, teve a sorte e a consistência ao seu lado até as corridas finais, quando rodou no molhado na nova pista sul coreana e perdeu a vantagem que tinha. Não era, mercedor deste título.

Alonso, talvez o mais compentene e experiente deles, tirou uma grande diferença em poucas corridas – algo que ninguém acreditava ser possível – e se colocou em vantagem para a última delas. Tem grande mérito e capacidade já demonstrada. Mas não mereceria o título devido ao artifício da inversão de posições forçada na Alemanha.

No final das contas, o titulo ficou em boas mãos, na melhor delas.  Sebastian Vettel, um jovem e excelente piloto – dez poles na temporada não é para qualquer um -, que quando conseguir ser mais constante vai ganhar muito mais títulos, e de uma equipe que, mesmo convivendo num ambiente poluído pelo costumeiro jogo de equipe, o qual foi simplesmente abolido pelo homem forte desta, mesmo contra a vontade de Christian Horner, o qual – entre muitos outros chefes de equipe – apostariam em privilegiar Webber já há duas corridas atrás. Ainda bem que não foi feito. Assim tivemos um campeão na pista e com todo merecimento. Esse garoto entrou para a história da Fórmula 1 e creio que isso vai se repetir mais vezes no futuro…

E a copa acabou!

Congratulações aos espanhóis, que tiveram o mérito de se preparar e traçar uma estratégia que, apesar de não ter sido a equipe mais vistosa para a grande maioria, deu certo. Bem vindos ao clube!

Foi uma copa de baixo nível técnico, na primeira fase, com pouquíssimos gols nesta fase e a revelação da má preparação de alguns favoristos que, sequer passaram da primeira fase – Itália e França, por exemplo.

Os sul-americanso, que foram muito bem na primeira fase, sucumbiram nas fases eliminatórias subsequentes, ficando apenas o Uruguai, que fez uma bela campanha e, se tivesse um goleiro melhor, poderia ter alcançado uma classificação melhor que o 4º lugar obtido. Teve também o melhor jogador da copa: Diego Forlán, que fez belíssimos gols!

Brasil e Argentina ficaram nas oitavas. A Argentina caiu de forma humilhante diante da Alemanha, e o Brasil demonstrou ser uma equipe despreparada tanto técnicamente, quanto psicológicamente para reagir a uma situação adversa. Perdeu pelo psicológico. Sem contar que não venceu nenhum time bom. Empatou em 0 x 0 com Portugal e perdeu da Holanda. Coréia do Norte  e Costa do Marfim não contam como adversários.

A Alemanha foi o time mais vistoso. Com uma tática muito bem montada, passes rápidos e precisos, jogadores de qualidade, deu uma goleada na Argentina, mas não se acertou contra a Espanha. O time não engrenou e acabou perdendo de um gol de preso.

A Holanda teve, como maior mérito, ter vencido o Brasil. No jogo final não fez grande coisa. Deu muita pancada, mereceu ter tido jogadores expulsos – se o juiz não tivesse amenizado em várias oportunidades não só ela, como a Espanha também teria jogadores excluídos do jogo -, além de ter perdido algumas boas oportunidades. Aqui também tem que se dar mérito para o Casillas, que merecidamente ficou com a luva de ouro – melhor goleiro da copa.

É isso aí! Mais uma vez o Brasil ficou no caminho. Está virando rotina! O presidente da CBF disse que vai colocar um psicólogo na equipe técnica da seleção. Só agora? Depois que a vaca foi pro brejo? Vai ser necessário muito mais do que sediar uma copa para alcançar a sexta estrela!

O negócio é esperar mais quatro anos pela copa 2014 no Brasil, e ver se vamos aprender com os erros e saber aproveitar o que houve de bom- apesar de tudo, sempre tem algo de bom a se aproveitar – nesta experiência.

Stock Car Etapa Salvador – 2010

Stock Car Salvador 2010 - Circuito modificado

Stock Car Salvador 2010 - Circuito modificado

A etapa de Salvador da Stock Car, este ano continuará a ser realizada no CAB – Centro Administrativo da Bahia -, tendo entretanto, o circuito sido alterado no traçado – a extensão suibu de 2700 para aproximadamente 3700, medição que não é precisa pois fiz pelo meu carro -, além de obras que foram feitas nos pontos de ultrapassagem para o alargamento da pista, de forma a proporcionar ultrapassagens.
Em média, alguns trechos, principalmente próximos às freiadas – pontos de provável ultrapassagens – foram alargados em uma pista – aproximadamente 4m -. Além disso, em contato com a presidente da Federação Bahiana de Automobilismo, fui informado que as barreiras de concreto serão colocadas sobre os passeios, o que dá um aumento de 2,5m – 1,25m é a largura das barreias, sendo colocadas nos dois lados – na largura da pista nos demais trechos.
Tudo indica que teremos uma boa prova, com várias ultrapassagens este ano.

Quem viver, verá!
Obs: os números medem a distância em relação à marcação anterior.